“A Árvore da Vida” de Terence Malick, com Brad Pitt e Sean Penn.
O filme logo no início fica alguns minutos com uma única imagem de algo que está sendo criado, isso, se mistura com a idéia de misticismo, invocando o sagrado e o divino. E um processo de ovulação, quando o corpo feminino se prepara para gerar uma nova vida com o encontro da fecundação. Durante todo o filme, isso fica a ser contemplado, vemos em alguns momentos interrupções de pensamentos e imagens celestiais mostrando que o filme não é nada tradicional e sua montagem é totalmente sensorial.
Você deixa de assistir e começa a sentir o filme, a historia, a família e a contemplação entram em você e te chama, a trama te confunde entre o querer o bem, ou desejar o mal no sentido da fé que se quebra quando se perde alguém. O questionamento vai e vem junto com as passagens de tempo, ou os flashbacks no filme. A mãe, que desde sua primeira aparição no filme, com citações bíblicas, esta sempre trazendo para nós a imagem de pureza, em seus atos de cumplicidade com seus filhos, com sua vida. Quando ela sai a procura de seu filho, que passa para um plano que parece estar solto no universo, ou seja, morre, ela usa de seus gestuais a busca do “Por que perdi?” e depois o entrega pelo perdão. Sua postura e seus gestos fazem claramente alusão a Nossa Senhora.
Fica claro o jogo de signos que nos é apresentado, temos os quatro elementos que são usados para a expressão da vida humana. Quando vimos o universo na tela, os astros, as estrelas e os corpos celestes podendo sentir claramente a presença da astrologia, ligando a sua influencia nos eventos terrestres em nós, seres humanos.
O filme nos faz sentir a ruptura da vida de maneira inquestionável, quando se trata de um filho que envelhece sem resolver questões com seu pai e passa a buscar nas suas lembranças a perda de um de seus irmãos. Com isso, ele se depara com seus conflitos de um pré-adolescente. Caráter e amor. As cenas do filme que mostram os arranha-céus do seu mundo de concreto, e estabelece uma relação com as arvores altas de quando ainda era criança, marcam muito bem a busca por esse sentimento.
Como não poderia ser diferente dos seus outros filmes, Terence Malick, dialoga com a natureza e a modificação do universo.
Mais do que merecido “A Árvore da Vida” levou a Palma de Outro do Festival de Cannes.
Veja o trailer em http://youtu.be/CejqRxFBNTo
Não deixe de assistir a este filme, que estará nos cinemas no dia 12 de agosto!
Por Cátia Castilho

Faltam apenas dois dias para eu assistir, nao vejo a hora. Lendo sua crítica dá ainda mais vontade de ver. Gosto muito de suas postagens. Sou fã!!!!
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