sábado, 21 de janeiro de 2012

As aventuras de tintim: O Segredo do Licorne

No primeiro mês do ano de 2012, temos um Steven Spielberg duplo, com duas vertentes. A primeira é “Cavalo de Guerra” uma face dramática e adulta do diretor, sobre um menino e seu cavalo na Primeira Guerra Mundial. Tendo um resultado não tão satisfatório como se desejava pelo menos por parte da critica, já que o filme recebeu seis indicações ao oscar incluindo melhor filme. Agora com sua face infanto-juvenil, temos o filme “As aventuras de tintim: O Segredo do licorne” baseado nos quadrinhos do cartunista belga Hergé. O filme é produzido por Peter Jackson (o diretor da trilogia Senhor dos Anéis que ainda participa como diretor de segunda unidade do filme) é ainda conta com Edgar Wright (diretor de Scott Pilgrim) como roteirista em parceria com Steven Moffat e Joe Cornish . Que se inspiraram nas HQs “O Segredo do Licorne” e “O tesouro de Rackham, O terrível”. Para contar a historia do jornalista Tintim (Jaime Bell) e seu cachorro Milu, contando também com ajuda do Capitão beberrão Haddock(Andy Serkis, impagável), que ao comprar uma miniatura de um navio entra numa grande aventura. No elenco ainda temos Daniel Criag, Nick Frost, Simon Pegg e Toby Jones.

É interessante observar como o diretor obtém êxito com frequência, quando trabalha com o seu lado adolescente. Isto me faz lembrar o ano de 2002 em que foram lançados os filmes “Minority Report- a nova lei” (temática adulta do diretor) e “Prenda-me se for capaz” (temática juvenil) sendo que este por ser aparentemente descompromissado era muito mais bem resolvido do que o primeiro. Aliás, Spielberg na maioria das vezes lança os seus filmes neste esquema de balança como já foi feito nos anos de 1989(“Indiana Jones e a Última Cruzada” e “Além da Eternidade”), 1993(“Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros” e “A Lista de Schindler”),1997( “O Mundo Perdido: Jurassic Park” e “Amistad”). Pode ser dizer que Spielberg é um senhor com alma de menino, pois é com este menino que o diretor recheia o filme usando e brincando mesmo com várias referências dos seus próprios filmes anteriores. Passando por “Indiana Jones” que tem um ritmo bastante semelhante do filme, “tubarão” com uma citação engraçadíssima e “Prenda-me se for capaz” nos créditos inicias do filme.

O diretor tinha a intenção de filmar de forma tradicional “live-action”, mas seguindo os conselhos do seu novo amigo Peter Jackson. Ele usou a tecnologia mocap, cada vez mais frequentes nos filmes comercias de hollywood, onde os atores são filmados num estúdio depois seus movimentos são introduzidos na finalização já que o filme é uma animação. Mas não abrindo da sua equipe técnica pelo menos de Janusz Kaminski, seu habitual diretor de fotografia e claro John Williams que sempre esteve presente nas trilhas sonoras de Spielberg. O resultado disto é bastante encantador, ficando entre o real e o completo absurdo. Sim, pois temos a sensação de que aquela imagem e real pelo o fato de vermos pequenos detalhes nos rostos dos personagens que difere completamente de suas ações que são no estilo cartunesco. Lembrando-se do efeito 3D, primeira vez que o diretor trabalha com este recurso, que não esta no filme de forma apelativa e só complementa a brincadeira deste velho menino. É isto Steven Spielberg faz uma grande brincadeira e tá convidando tudo pra se divertir com ele. E isto apenas é só começo duas continuações ainda estão por vir. Aguardo atento.

Por Robson Oliveira.



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